Este orgão que sente, que pensa e que age, o cérebro assegura a regulação de todas as funções vitais. Responsável pelos ritmos cardíacos e respiratórios, que felizmente não são conscientes para nós.

Receptor de informações provenientes do conjunto do organismo ou do meio ambiente, mas também emissor e regulador, podemos qualificá-lo de especialista da comunicação rápida e eficaz.

Integrar informações, interpretá-las, tratá-las, garantir as funções cognitivas (memória, aprendizagem…), controlar a motricidade, tomar decisões, nada lhe escapa. Este trabalhador incansável tanto de dia como de noite, muito polivalente, necessita de nutrientes específicos e de energia para funcionar.

O Cérebro guloso

Se as suas necessidades não forem satisfeitas, e são muitas, o cérebro fica perturbado e não garante corretamente a coordenação do pensamento, entre outros…

De facto, como todos os órgãos, para crescer, sobreviver e funcionar, tem que ter disponíveis os nutrientes necessários fornecidos pelos alimentos. Outro elemento essencial: o oxigénio, que representa entre 20 a 30% do consumo do organismo. De facto, o cérebro não armazena praticamente nenhuma reserva de energia e para funcionar as células nervosas necessitam de grandes quantidades de energia fornecida pela combustão de alimentos (dos a glucose é o alimento favorito), na presença de oxigénio (como numa caldeira). Para facilitar isto tudo, o cérebro é ricamente vascularizado; o oxigénio e os nutrientes são rapidamente veiculados para o sangue.

Nutrientes para as células e seus comunicantes

Os nutrientes preferidos do cérebro dependem da sua composição singular, das suas inúmeras células como as mais conhecidas, os neurónios.

  • Estas células são envolvidas por uma membrana rica em gorduras, fosfolípidos e DHA, ácido gordos da família oméga 3. Para a sua construção/renovação, seu funcionamento e sua proteção, as células necessitam de muitas vitaminas (vitaminas B, E, C) assim como de minerais/oligoelementos específicos (zinco, ferro, selénio, potássio, cálcio, cobre, manganês).
  • O trabalho destas células necessita de enzimas (de natureza proteica) e das proteínas. As proteínas são constituídas por aminoácidos sendo algumas indispensáveis à formação de mensageiros ou de neurotransmissores (os agentes de comunicação entre neurónios e outros). Não negligenciar, deles dependem os humores: motivação, vivacidade sob ação da dopamina; serenidade, calma sob a ação da serotonina que está na origem da síntese da melatonina ou hormona do sono. Não existe síntese destes elementos nem funcionamento célular sem vitaminas (C, B6, B9, B12, D) e minerais/oligoelementos (ferro, magnésio, cobre).

Os neurónios e outras células do cérebro são construções, cujos os “tijolos” se renovam permanentemente. Pensar, refletir, memorizar, criar… muitas comunicações entre os neurónios ou criações de novas redes de cabos que necessitam de aportes nutricionais adequados.

O menú diário do cérebro guloso

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Conselhos práticos desde o levantar

Para todos e sobretudo em período de forte solicitação intelectual

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Ao levantar, reidrato o meu cérebro. Com sumo de laranja, faz-se o reabastecimento em vitamina C, reforço das terminações nervosas e protetor dos neurónios.

Ao pequeno-almoço, como proteínas, à inglesa. Para favorecer a formação de mensageiros, ovo, presunto, produtos lácteos, de cabra ou ovelha.

Não salto nenhuma refeição causa de baixa de energia e de desempenho. Refeições completas: carne ou peixe e amido (pão, arroz…) ou leguminosas + cereais para os vege/vegan.

Diga sim aos alimentos completos ou semi-completos ricos em vitaminas B e oligoelementos de digestão mais lenta.

Utilizo vários óleos: misturo óleo de noz, colza, linho ricos em ómega 3 e vitamina E com azeite. Como pequenos peixes gordos (cavalas, sardinhas) pelos menos 2 vezes/semana: aporte de iodo indispensável para o funcionamento cerebral.

Tenho cuidado com o café e o chá, aumentam os níveis de despertar mas não a cognição, perturbando o sono indispensável para a memorização e para regeneração das células.

Bebo água mineral durante o dia; a hidratação é essencial para as funções cognitivas, assim como os minerais.